Não sei ao certo o que perdi nos últimos meses. Nem como tal coisa se esvaiu de mim. Quando me dei conta nada mais habitava meu ser, além das lembranças. Enganei-me ao achar que viver intensamente ou ao máximo, significava também ter que ignorar meus sentimentos. E eu os ignorei tão completamente, cega pela missão de aproveitar a vida, que quando notei, já não podia sentir mais nada além do desejo. Tornei-me um museu que triunfa sobre o presente. Belo, vívido, mas impregnado pelas cinzas.
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